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quinta-feira, 19 de abril de 2018

Filme: Dunkirk (Oscar 2018)

"Men my age dictate this war. Why should we be allowed to send our children to fight it?"

" - Well done lads. Well done.
   - All we did is survive
   - That´s enought "

" - Careful! Careful down there!
  - He´s dead, mate.
  - So be bloody careful with him "


Filme de guerra sobre o que aconteceu durante a segunda guerra mundial nomeadamente em Dunkirk (numa praia da França). 

Podemos observar a situação por trás de três pontos de vista diferentes.


Guerra, Ação, Drama 


2017                           (1h 46 min) 


Tem a classificação 8 de 10 no site IMDb
Estamos na presença de mais um filme de guerra, no entanto para mim é apenas o segundo que vejo e tem imensa coisa diferente do outro.

Se me pedirem para fazer um resumo completo sobre a história, tenho imensa dificuldade em focar-me no que levou aquela guerra. No inicio não estava a prestar muita atenção e então deve-me ter escapado a situação.
Se calhar, como é baseado num acontecimento real, deveria ter feito um pouco de pesquisa sobre o que tinha acontecido em Dunkirk para perceber.

No entanto, o objetivo era claro, voltar para casa. É disso que o filme se trata!


Apesar do inicio complicado encontrei-me varias vezes a torcer para que tudo acabasse bem. Os momentos de tensão e suspense foram muito bem conseguidos.

Temos, então, 3 atos diferentes: na terra com os soldados, no ar com os aviões de guerra e no mar com marinheiros do povo, entre eles um homem e dois miúdos. Todos eles tinham as suas partes importantes com acontecimentos de cortar a respiração.


Acho que a maior lição que tirei daqui é o facto de que as guerras não são justas para ninguém. O facto de ser ter menos dinheiro e poucos recursos pode afetar bastante o lado perdedor.

Nunca existe a sensação de segurança, tanto na terra, como no mar é necessário ter cuidado com tudo o que acontece á volta. As ameaças espreitam de todos os lugares. Como o espaço da ação e uma praia, tivemos a oportunidade de ver o que é necessário fazer e quais são os problemas dessa situação.


Os filmes que vi apenas mostrava a situação dos soldados na terra com o único meio de proteção sendo as armas. O facto de se ter apoio aéreo, tanto melhora como ao mesmo tempo piora a situação. É muito mais fácil de aniquilar logo um maior número de pessoas de uma vez só tanto como pode acontecer o contrário, proteger um maior número de pessoas. No mar temos o problema do petróleo e o facto de que com apenas alguns tiros se pode afundar imensas pessoas.


Tal como tinha dito no início o objetivo do filme era chegar a casa, apenas regressar. Não significou que a guerra estava acabada. Para mim, o que o filme queria transmitir para os telespetadores foi a coragem dos soldados em estarem na guerra e nas dificuldades que isso trás. Do facto de poderem ali perder tudo, incluindo a família.

A questão da sobrevivência é uma questão delicada.
Terão eles para sobreviverem perderem um pouco das suas humanidades? Será necessário sacrificar algumas pessoas para o bem maior?


Trailer legendado:


quarta-feira, 18 de abril de 2018

Filme: Three Billboards Outside Ebbing (Oscar 2018)

"As long as you hold on to so much hate, then I don´t think you´re ever going to became what I know you want to become"


Mildred nunca teve o assassinato da sua filha resolvido e culpa os detetives da sua cidade por isso. Portanto decide colocar três cartazes numa das ruas para tentar arranjar uma resolução.


Crime, Drama


2017                             (1h 55 min)


Atores principais: Frances McDormand (Fargo) ; Woody Harrelson (Now You See Me , The Hunger Games) ; Sam Rockwell (Iron Men II , The Green Mile)


Tem a classificação de 8.2 de 10 no site IMBb





É um filme difícil de digerir pois existem imensas coisas erradas que o filme retrata. Quase que nós faz pensar melhor no que a sociedade e as pessoas são. Não é fácil acreditar que é possível ser-se tão maldoso.

Dixon: Racismo e xenofobia é a razão pela qual a personagem existe


Tal como no Get Out temos o racismo retratado mas de uma forma completamente diferente, não é tão subtil. É fácil de ver assim como também é doloroso, especialmente quando vem de parte de uma pessoa de autoridade que deveria pelo menos respeitar todo o tipo de pessoas. Pelo menos é o que se espera delas. Espera-se segurança nessas autoridades.

Aqui vemos que essas figuras também são pessoas com imensos defeitos, que escolhem quem vão proteger. Para elas não existe igualdade. Quase que me faz pensar que escolheram a profissão de propósito para poderem utilizar o poder adquirido para praticar o mal.


Willoughby: Existe apenas para fazer contraste com Dixon


Bill é um homem cheio de princípios e apesar de mal sucedido tenta honrar bem a sua profissão.

Apesar de fazer algo que seria muito mau para a sua carreira ele de certa forma compreende a situação e lamento que mais nada possa ser feito. Ele próprio também tinha filhos e compreendia bem o que Mildred estava a passar.

O facto de ter uma família com duas filhas faz com que tenha de tomar uma decisão precipitada. A sua personagem toca um pouco na questão do suicídio quando se vive com um cancro.


Mildred: Mulher forte mas que toma decisões precipitadas


Uma das razões para estar a concorrer para melhor filme está sem nenhuma dúvida relacionado com a época que se está a viver nos Estados Unidos com a questão dos assédios sexuais. Existir uma personagem como ela é sem dúvida algo que as pessoas vão gostar de ver a ganhar.

Ela quer justiça pela filha e não depende de ninguém para isso. Ela busca provocar as autoridades em busca de conseguir fazê-los ver que nunca vai desistir mesmo quando os outros o fazem. Ela não precisa de ninguém.

No entanto, por outro lado, as suas atitudes acabam por a transformar numa personagem difícil de se gostar, apesar de ser  compreensível.

Trailer legendado:

quinta-feira, 12 de abril de 2018

Filme: Get Out (Oscar 2018)

"Why us? Why black people?
Who knows? People want to change. Some people want to be stronger...faster...cooler. Black is in fashion."


Chris vai passar o fim de semana à casa dos pais da namorada, no entanto, os pais dela não sabem que ele é negro.

Retrata o racismo.


Mistério, Terror, Thriller


2017                    (1h 44min)


Atores principais: Daniel Kaluuya (Black Mirror, Black Panther, Johnny English Reborn) ; Allison Williams (Girls, A Series of Unfortunate Evens))


Tem a classificação de 7.7 de 10 no site IMD´s




Gostei do filme e passou num instante mas não achei assim nada de muito extraordinário.

Obviamente tem aspetos muito interessantes ao criticar de certa forma a nossa sociedade com problemas relacionados ao racismo. Não foi apenas um filme para entreter, tinha pois um propósito.

Ao ver este filme o que mais senti foi confusão. Nunca consegui perceber o que estava a acontecer, no entanto, acho que era exatamente o pretendido.


Era quase como se estivéssemos a ser nos mesmos a personagem. A maior parte das vezes apenas sabíamos e víamos o que ele sentia e via. Quando isso não acontecia e podíamos ver mais que a personagem principal era quase o mesmo, pois eu não percebia muito bem o que estava a acontecer.

Outro aspeto bem conseguido foi o facto de não ser um típico filme previsível. Estava sempre curiosa para saber o que iria acontecer a seguir.


Alguns caracterizam o filme como ser de terror mas não é nem um pouco. Não gosto de ver terror mas consegui ver o filme todo. Tinha aspetos mais sombrios mas nunca era de uma forma explicita. Acho que o terror era mais por saber que apesar de tudo ser ficção era possível imaginar algo assim na realidade, nomeadamente em relação a forma como todas as outras pessoas tratavam a personagem principal.

O facto de o filme ser focado na questão racial foi um abrir de olhos para mim. É estranho quando podemos, de certa forma, ver a vida no ponto de vista de uma pessoa com uma cultura diferente da nossa, da minha.

O meu cérebro fartou-se de trabalhar para apontar todos os comentários racistas das pessoas. Parecia ser muito subtis mas estavam com certeza lá.


Possivelmente, gostaria de o voltar a ver para perceber os comportamentos das pessoas agora que já conheço toda a história e os seus motivos.

Para perceber melhor encontrei estes dois vídeos (br) que explicam melhor o que eu antes não tinha percebido (contêm spoiler´s):



Trailer legendado:


Filme: Lady Bird (Oscar 2018)

"We´re afraid that we will never escape our past. We´re afraid of what the future will bring. We´re afraid we won´t be loved, we won´t be liked. And we won´t succeed"

"Being sucessful doesn´t mean anything in and of itself. It just means that you´re sucessful. But that doesn´t mean that you´re happy"         


Acompanha a vida de Christine (que se autotila de Lady Bird) no seu último ano do secundário através de namoros, amizades, desentendimentos com a mãe e um desejo de sair do local onde mora.

Drama, Comédia


2017            (1h 34min)


Atores principais: Saoirse Ronan (Brooklyn, The Host)


Tem a classificação de 7.6 de 10 no site IMDs








Não percebo qual é a razão pela qual o filme está a concorrer. Nunca achei que um filme que trata a vida de uma adolescente pudesse alguma vez fazer parte da lista, visto que existem milhares de outros filmes que tratam o mesmo tema.

Apesar de não compreender, vamos ver um pouco a história.

De certa forma trata mais a maneira como mãe e filha com ambas personalidades fortes conseguem viver uma com a outra. Estão sempre a discordar de quase tudo, no entanto, as por vezes lá acabam por conseguir concordar. Nessas alturas parece que a relação das duas se torna outra.

Apesar de tudo isto consegue-se ver que ambas se adoram, não conseguem é admitir isso.


Outro aspeto que o filme trata, que até acabei por achar mais interessante, é a questão do descobrimento.

Lady Bird é uma rapariga que apenas está a tentar perceber quem é que ela é. A tentar encontrar a sua verdadeira identidade. Acaba no processo por cometer erros que a ajudam a perceber um pouco o que ela quer, nomeadamente na questão dos amigos.


Acho que muita gente é capaz de se identificar com a personagem e com a sua vida. É isto que a tornam tão real.

Trailer Legendado:

segunda-feira, 12 de março de 2018

Filme: Call Me By Your Name (Oscar 2018)

"How you live your life is your business, just remember, our hearts and our bodies are given to us only once. And before you know it, your heart is worn out, and as for your body, there comes a point when no one looks at it, musch less wants to come near it. Right now, there´s sorrow, pain. Don´t kill it with it the joy you´ve felt"

"Nature has cunning ways of finding our weakest spot"

"People who read are hiders. They hide who they are. People who hide don´t always like who they are"

"Finalmente um filme que me fez lembrar o motivo pelo qual adorei ver os filmes nomeados o ano passado.

Elio é um adolescente que está a tentar descobrir quem é. Com a chegada de Oliver nasce um bonito romance entre os dois cheio de dúvidas e descobertas.

Romance

2017       (2h 12 min)

Atores principais: Timothée Chalamet (Lady Bird) , Armie Hammer (The Social Network)


Tem a classificação de 8.1 de 10 no site IMDs



Aviso: O filme retrata a homossexualidade, portanto para quem não gosta, não veja o filme.


Foi perfeito, nem mesmo o final me faz mudar de opinião.

Todos os filmes/series que vejo que retratam um casal homossexual, o final é quase sempre o mesmo. Apesar de querer de certa forma dizer que nem sempre existem finais perfeitos, parece que escolhem sempre este tipo de filme para utilizar esse argumento.


No entanto, a forma como o fizeram com este filme deixa-me feliz. Só percebi bem o final e o quanto era genial depois de ter lido um comentário no youtube que dizia: "Uma cena de 4 minutos onde ninguém diz uma única palavra. Elio num primeiro plano que chora e sorri, sofrendo ao relembrar-se dos momentos bonitos que tinha passado com o Oliver. O fundo está desfocado enquanto a mãe e Mafalda colocam a mesa, significando que enquanto sofreremos o mundo continua o seu caminho.

Personalizando de forma íntima e significativa os sentimentos de Elio e os nossos porque apenas vivemos uma vez"

Esta última frase não só se adapta para o final como para todo o filme. Parece que era esse o objetivo, que era isso que o filme queria transmitir. Foi neste caso através de um romance mas pode adaptasse a a qualquer outro aspeto das nossas vidas.


Existem certas experiências que são necessárias termos para crescer e ter um misto de sentimentos diferentes. Temos neste caso, a questão de um primeiro amor, sendo ele homossexual ou não, o significado é o mesmo. Amar outra pessoa ou tentar perceber outra pessoa acaba por ser necessário para nos podermos conhecer a nós mesmos.

Tal como o filme Lady Bird é uma história sobre uma das fases mais importante da nossa vida que é a adolescência. Uma época de crescimento e descobrimento. No entanto foi, na minha opinião, muito melhor conseguido aqui e diria que a direção, os planos demorados e a música foram as principais razões.

Não consigo bem explicar o significado que teve para mim mas fez-me chorar nos últimos 20 minutos de filme. Começando pela conversa de Elio com o seu pai. O pai dele não seguia os estereótipos deixando o filho viver a sua vida deixando-o apenas saber que estará sempre disposto para o ouvir.


A relação de Elio e de Oliver foi maravilhosa de observar e ver o seu desenvolvimento. Não foi nada despachado nem forçado. Era tudo carinhoso. A diferença de idades não alterou nada nem nunca foi uma entrave para nos apaixonarmos pelas personagens.

Parece que acabei o filme a sentir falta deles, especialmente de Elio, parecia que tinha perdido um amigo. Ele é uma pessoa extremamente culta, inteligente e mais importante, era real.


Nem tudo é para sempre. Essa é a dura verdade mas não quer dizer que não possamos aproveitar e viver no momento, não significa que não nós devemos aproximar ou apaixonar apenas porque vai eventualmente acabar. Devemos apenas viver no momento. É tudo o que interessa, pois as experiências continuam, as memorias continuam e com certeza aprendemos e crescemos com tudo o que aconteceu.


Trailer:






sábado, 1 de abril de 2017

Filme: Hacksaw Ridge (Oscar 2017)

“With the world so set on tearing itself apart, it don´t seem like such a bad thing to me to want to put a Little bit of it back together”

“Please lord, help me get one more. Help me get one more”


Desmont Doss é um homem com fortes crenças religiosas que vai para o exército como médico, no entanto recusa-se a pegar numa arma.
Com fortes convicções acaba por ser considerado um verdadeiro herói.


Drama, História, Guerra


2016         (2h19min)


Atores principais: Andrew Garfield (The Social Network, The Amazing Spider Man)


Tem a classificação de 8.3 de 10 no site IMDs


Este filme é baseado na vida real.

Ainda bem que neste tipo de filmes, fazem aquela parte em que mostram o que aconteceu as verdadeiras pessoas depois do que se passa no filme. Também gosto que acompanhem com imagens verdadeiras.


Antes de o começar a ver, li um comentário a dizer que o filme apesar de ter 2 horas passava muito rápido. Também fiquei com a mesma sensação.

Este filme, como muitos outros que tenho visto para os oscars, acaba por estar divido também em fases. Temos uma primeira parte onde Desmont é uma criança e uma segunda parte onde é um jovem adulto.

No entanto, gosto mais de ver o filme como se tivesse quatro fases diferentes: Quando ele é criança, antes e depois de se alistar para o exército, e quando vai para a guerra.

Achei a primeira parte muito importante para podemos situar a nossa personagem e assim descobrir as suas motivações para não querer ferir ninguém. 


Outra coisa que achei interessante foi a relação entre pai e filho. Logo no início, na primeira impressão, foi difícil gostar do pai. Mas depois quando foi explicado o motivo das suas atitudes não só o comecei a compreender melhor como passei a gostar muito mais da história.

 A maior parte das pessoas têm familiares que tiveram de participar na guerra, como por exemplo, o meu avô, que por vezes ainda tem pesadelos com esses temas.

Consigo perceber que é uma experiência muito traumatizante, logo conseguimos perceber a posição do pai dele. Claro que não é a mesma coisa para todas as pessoas, todas elas tem maneiras de reagir. Por isso gostei do comentário que a mãe fez, de que gostava que os filhos tivessem conhecido o pai antes da guerra. Ele era uma pessoa diferente. Obviamente existem muitas outras maneiras de lidar, ser um bêbado não ajuda de certeza, mas não julgo.

Por isto percebo a razão pela qual ele não queria que os filhos participassem na guerra, não eram meros caprichos. Ele tinha a experiência e sabia como as coisas realmente eram. Fiquei bastante surpreendida quando ele resolveu ajudar o filho.


Algo que não podia faltar era uma parte romântica. Sei que não foi apenas para “melhorar” o filme ou porque todos os filmes precisam de uma parte mais amorosa. 

Como é baseado na vida de uma pessoa real, esta não foi a razão por que estava no filme. Mas não gostei muito desta parte. Pareceu-me muito forçada e apressada. Pelo menos foi o que senti na primeira parte, apenas me refiro ao antes de estar no exército.

O que gostei foi do facto de que apesar de ser uma história de guerra, tinha os seus momentos cómicos. O que ajudou bastante para não ser um filme totalmente pesado.


Dermont foi mesmo um homem com muita coragem por ir para o exército recusando-se a pegar em qualquer tipo de armas ou em matar, visto que esse é que é o objetivo de uma guerra.

No entanto a sua maneira de ser acabou por merecer respeito a medida que o tempo ia avançando. Toda a sua coragem servia de motivação para outros.

As partes que me fizeram mais impressão, foram as cenas em que lançavam as granadas e aquelas armas de fogo pois dizimavam rapidamente muitas pessoas de uma vez. Mas o pior de tudo foi mesmo o que o general, ou lá o que ele fosse, dos chineses fez no final. Demorei um pouco a perceber o que se estava a passa mas quando percebi fiquei mesmo chocada.

Acabei o filme em lágrimas o que prova que este não é apenas um filme sobre guerra mas sim sobre permaneceres verdadeiro a quem realmente somos e nas nossas convicções por mais que achemos que estamos ser covardes. 



Trailer legendado:


sábado, 18 de março de 2017

Filme: Lion (Oscar 2017)

“I´m starting to remembre a life I had forgotten”

 “- What if you do find home and they´re not even there? Then you just keep serching?

 - I don´t have a choice”

Saaro é um menino de 5 anos que vive na Índia com a sua família até que acaba por se perder. Fica completamente sozinho.
Anos depois, já Saaro é mais velho começa a procurar o paradeiro da sua verdadeira família.

Drama

2016              (1h58min)

Atores principais: Sunny Pawar, Dev Patel (Skins, Slumdog Millionaire), Nicole Kidman (The Hours, Far and Away)

Tem a classificação de 8 de 10 no site IMDs.

Baseado em factos reais.



Logo do começo do filme que nos apercebemos que as nossas personagens vivem numa zona de grande pobreza e que fazem todos os possíveis para sobreviverem.

Notasse a generosidade destes rapazes ao tentarem ajudar a mãe a sustentar a família sempre que podem. 

Reparamos logo que estamos perante pessoas muito humildes. 


Desde o momento em que o irmão o deixou sozinho na estação de comboios que dava imediatamente para perceber que não iria acabar por correr nada bem.

Esta parte deixou-me muito agoniada por que não conseguia parar de imaginar como seria se esta situação acontecesse comigo. Ele para além de estar muito afastado da sua família encontra-se num local onde as pessoas não falam a mesma língua.

As pessoas estão demasiado preocupadas com as suas próprias vidas que nem se apercebem que algo não está bem. Ou então apercebiam-se mas não queria fazer nada para não lhes dar trabalho.


O filme foi muito importante em termos de descobrir em quem se pode ou não confiar. Nem sequer consigo perceber como é que um menino tão pequeno foi capaz de perceber quando o pode ou não fazer.

Para além de mostrar isto acaba também por mostrar ao telespetador que ainda existem pessoas que querem praticar o bem tanto como a família que o adotou como com as pessoas que permitiram que ele tivesse uma casa.

Algo que estou a verificar que se encontra nestes nomeados para os oscars é que nos filmes em que existe um desenvolvimento físico das personagens a passagem do tempo está sempre muito bem conseguida.

São sempre nas partes mais importantes e necessárias para que se perceba o seu crescimento psicológico e servem bem para perceber aquilo em que Saroo se tornou ou até mesmo porque toma determinadas opções.


20 Anos depois, percebemos que o passado de Saroo o continua a perseguir.
Parece que ele apesar de ter uma boa vida e uma boa relação lhe continua a faltar uma parte. Esse acaba por ser o problema.
De facto é fácil perceber as diferenças de vidas que ele tem vivido, ou seja, a vida de pequeno em que ele é pobre e depois a sua vida adulta, onde isso não é um problema. Ele sente que tem demasiado comparado com o que a sua verdadeira família deve ter passado.

 Até nós que estamos a ver o filme acabamos por nos esquecer que existe um outro lado que também sofre. A sua verdadeira família deve sentir-se demasiado culpada por o terem “abandonado”, sem, saberem se quer se ele está vivo.

Assim que lhe dão uma possível solução conseguimos perceber porque toma a decisão que toma. No entanto, o insucesso acaba por o deixar demasiado frustrado.

O fim deixou-me com uma sensação de alívio, de felicidade e confesso com algumas lágrimas. Desde o início que torcia com este final e foi bom o poder ter.

Ainda mais especial é a forma como este final acaba por acontecer. Parece algo absurdo. Como é que foi possível? 

Saroo era mesmo uma pessoa especial. Eu nunca me conseguiria lembrar de todas aquelas memórias. Deixa-me muito mais impressionada por ter sido a maneira real. Por ter mesmo acontecido daquela maneira. 



 Todos os atores desde filme fizeram um ótimo trabalho a representarem estas personagens. 

Quero especialmente referir-me o “ator” que fazia do pequeno Saara. Descobri através de entrevistas que o rapazinho nunca tinha atuado. Neste filme foi a sua primeira vez. Se não tivesse descoberto isto aqui, isso nunca me passaria pela cabeça.

Antes de ver o filme fazia-me confusão o nome da Nicole Kidman, por aparecer tão pouco no filme, mas afinal consigo perceber a razão. Todas as vezes que aparecia no meu ecrã, eu acreditava sempre na sua performance. Apesar de ela ser uma atriz muito conhecido, este foi o primeiro filme que vi com ela.


Todos os filmes que retratam de alguma forma a vida de uma pessoa “verdadeira” são sempre os meus preferidos e este não poderia ser diferente. Vai fazer sem dúvida parte da minha vida.

O facto do filme se passar num local fora de hollywood tornou muito melhor a experiência. Foi muito bom poder conhecer um pouco mais de outras culturas. Acabamos por poder observar melhor o nosso mundo, que por vezes, temos tendência a esquecer o quanto ele é enorme. Cheio de pessoas e situações, que a nós nos passa ao lado.


Categorias no Oscar: 

- Melhor filme, Supporting ator (Dev Patel) e atriz (Nicole Kidman)

- Adapted Screenplay, Original Score, Cinematography


Trailer legendado:



sábado, 11 de março de 2017

Filme: Arrival (Oscar 2017)

“If you could see your whole life from start to finish, would you change things?”

“Despite knowing the journey and where it leads… I embrace it. And I welcome every moment of it”

“Language is the Foundation of civilization. It is the glue that holds a people together. It is the first weapon drawn in a conflict”

“We´re a world with no single leader. It´s impossible to deal with just one of us”


Naves alienígenas chegam a terra e com isto a Dr. Louise Banks (que é uma linguista) é levada até eles para tentar comunicar e descobrir o motivo porque estão na Terra.


Drama, Mistério, Ficção científica

2016             (1h56min)

Atores principais: Amy Adams (Enchanted, Batman Vs Superman: Dawn of justice) , Jeremy Renner (Thor, The Avengers, Caption America: Civil War)

Tem a classificação de 8.1 de 10 no site IMDs





Estava com bastante curiosidade para ver este filme pois como o tema são os extraterrestres, queria rapidamente perceber a razão por que estava a concorrer como melhor filme.

Tenho de confessar que nunca vi muitos filmes com este tema. E aqueles que vi foram em filmes para jovens portanto este é o meu primeiro contacto com um filme assim.



Apesar de não ter gostado da maneira como começou consigo perceber a razão por que era necessária a introdução. Era uma forma de conseguirmos perceber as motivações da doutora para justificar as suas decisões.

Verifica-se logo que a diferença entre um civil e uma pessoa com algum poder (coronel) que pertence ao Estado. Reparei nisto, na primeira vez que existe assim uma interação.

Enervou-me o facto de que o coronel, de certa forma estava a rebaixar a doutora. Como se a maior perda fosse para ela e não para ele, até mesmo quando a “acusou” de se querer aproveitar da situação, quando o seu único objetivo era ajudar. Com certeza que a doutora é que sabe em que condições é que ela conseguiria decifrar a situação.



Começo agora a perceber a razão pela qual este filme foi escolhido. Ele não está só relacionado com os extraterrestres como também na forma como os seres humanos reagem a uma situação pela qual nunca tinham passado. O desconhecido é sempre muito temido.

No entanto, a primeira experiência que a doutora teve com eles, quase que me deixou arrepiada e também com medo. Não seria algo que eu teria coragem de fazer. Especialmente quando tem de estar constantemente a fazer as mesmas coisas repetidamente até arranjarem alguma solução e pistas.

Pelo mundo como era de esperar, começa a existir a desordem.
Como é algo desconhecido e as pessoas não sabem se aquela “nave” vai ter precursor positivas ou negativas, ficam apreensivas. Então, começam a fazer o que o ser humano melhor sabe fazer:  sobreviver sem medirem as suas atitudes. Não importa quem possam magoar pelo caminho. Quase como se fosse um por um, o coletivo e o bem-estar deixam de ser importantes.


O filme acaba por não ser a tentativa de fugir aos eliens, que é ao que estou habituada mas sim na tentativa de conseguirem comunicar uns com os outros. Demostra a importância de precisarmos de uma língua universal (o inglês) para que exista um melhor entendimento no Mundo e para que a comunicação seja mais fácil e imediata. Seria muito mais caótica. Logo podemos trazer este filme para a vida real por causa desse aspeto.

No entanto mesmo com eles a partilharem a mesma língua os problemas continuam. Como diz no filme, como não existe um líder principal e sim vários que são representativos dos países, cada um tem uma ideia diferente e com isto torna-se impossível a cooperação entre todos.

O medo também acaba por ser uma forma de tomada de decisões precipitadas levadas apenas pelo medo. Já temos aprendido ao longo da nossa história, que quando existe demasiado medo tendemos a resolver os problemas usando a violência e as armas. O facto de este ter sido o caso acaba por complicar tudo pois estão a tomar logo uma posição de ataque e não de entendimento.


Este filme também me deixou muitas vezes frustrada mas também bastante animada e com uma enorme vontade de chegar ao final para poder finalmente descobrir qual é o verdadeiro propósito dos aliens na terra.

Algo que contínua muito presente é a história do início, da vida pessoal da nossa doutora, que a parece perseguir durante toda a sua jornada. Estará a apelar ao seu lado maternal, pois apesar de tudo é isso que ela sente em relação as criaturas.

Acaba por se tornar uma pessoa amiga. Existe bastante presente um respeito mútuo por parte das duas partes. Acredito que foi isto que fez com a Doutora conseguisse descobrir tantas coisas em relação aos aliens, ela tentou conectar-se com eles.

A medida que nos íamos aproximando do final começavam as verdadeiras dúvidas mas que rapidamente acabávamos também por ter as respostas necessárias par compreender o propósito dos aliens em terra. 


O filme foi sem qualquer dúvida a maio revelação dos filmes que vi até agora para a categoria de melhor filme. Finalmente consegui perceber a razão da escolha desde filme para uma categoria tão importante.

Tudo foi muito bem pensado, referindo-me mais ao facto de como os aliens comunicavam e pela criação da linguagem. A qual continuo sem entender absolutamente nada.

Estava muito bem escrito. De uma forma que acaba por ser acessível para todo o tipo de pessoas. Mas que não deixava de ter a sua percentagem de informação científica para a compreensão. 



Categoria nos Oscars:

- Cinematography
- Directing
- Film Editing
- Production Design
- Sound Editing
- Sound Mixing
- Writing (Adapted Screenplay)

Trailer legendado:


sábado, 18 de fevereiro de 2017

Filme: Moonlight (Oscar 2017)

“At some point you gotta decide for yourself who you´re going to be. Can´t let nobody make that decision for you”

Uma história sobre auto descoberta ao viver num bairro complicado de Miami. Observamos a evolução de um jovem desde criança até a idade adulta. Ele é uma personagem diferente dos outros que apenas está a tentar encontrar o seu caminho.

Drama


2016              (1h51min)


Atores principais: Alex R. Hibbert, Ashton Sanders (The Retrieval), Trevante Rhodes (Westword)


Tem a clssificação de 8.1 de 10 no site IMDs



Antes de começar a comentar o que achei do filme preciso de começar por dizer que o filme está relacionado com homossexualidade, não tem muitas cenas sobre isto mas o tema encontra-se presente. Portanto para quem não gosta desde tipo de filmes é melhor nem sequer ver.

Posto isto, tenho de dizer que não estava nada a espera que um filme assim estivesse nomeado nos oscares como categoria para melhor filme. Não só pelo tema da homossexualidade mas também por ser com pessoas de raça negra. Foi uma surpresa para mim. 

Sinceramente, nunca teria imaginado que alguma vez alguém fosse criar assim um filme.São tantos os pontos importantes e interessantes que acaba por ser difícil numera-los a todos e falar sobre eles.

O enredo está dividido em 3 partes. Na primeira parte que são mais ou menos os primeiros 38 minutos do filme são quando a personagem principal é mais pequena. A segunda parte e com ela um pouco mais velha, provavelmente no secundário. A última parte penso que é em adulto.

Outra coisa interessante sobre as três partes é que em cada uma delas a personagem principal tem como 3 nomes diferentes: Little, Chiron, Black.

Gostei muito da maneira como passamos de uma parte para a outra. Achei que foi no momento ideal para a transição das personagens e fiquei logo com vontade de saber o que tinha mudado de um tempo para o outro.



Logo desde o início do filme que nos apercebemos que Little não é como todos os outros meninos do seu bairro e por isso todos gozam com ele. Gostei bastante da sua personagem e foi muito bom poder ver esta situação pela perspetiva de um miúdo que já tenta perceber como a vida real funciona, quem são as pessoas da sua vida e quem ele é realmente. 

Ele próprio acaba por saber que é diferente dos outros mas fiquei com a sensação que era pelo facto de não ser como os outros meninos do bairro que eram muito mais violentos que ele. Acho que esta era a diferença que ele mais sentia.

Só não gostei muito do facto de as outras pessoas já terem uma perceção daquilo que little era. Quer dizer o rapaz não tinha menos de 12 anos e todos os seus colegas e até a sua própria mãe já o chamavam de “bicha”.

Algo que tive muitas dúvidas foi com a personagem principal. Desde o início da história que achei que ele era gay. Mas a medida que ia avançado começava a ter algumas dúvidas. O filme, que era o que eu tinha em mente, não é sobre um jovem que tenta viver com a sua sexualidade mas sim um filme sobre crescimento.  


Uma outra personagem que me surpreendeu foi o homem mais velho, Juan. Logo no início do filme ficamos com impressão que é um homem muito badass (não me consegui lembrar de outra palavra) mas com o desenvolvimento do filme vemos que é uma pessoa com um ótimo coração apesar de ser responsável pela venda de drogas no bairro.


Demonstra com isto que por vezes as pessoas têm de viver essas vidas não por que querem mas por que precisam de sobreviver e está é a única maneira que conseguem ou até mesmo que conhecem.

Acaba assim como a sua namorada por serem a verdadeira família de Little, visto que a sua mãe é uma viciada em drogas e não dava a devida atenção ao filho. No filme a razão par isto não é muito explorada mas é possível perceber que naquele lugar é algo que se consegue de forma muito fácil. No entanto a personagem passa por uma mudança e crescimento no filme, o que gostei muito que tivesse acontecido, para a tornar mais real.


O meu único problema foi com o início pois não estava a conseguir compreender qual era a verdadeira história ou quem eram as personagens individualmente mas rapidamente me apaixonei pelo filme e o comecei a compreender.

Mas existe uma cena em específico que foi a minha preferida, onde Little tem a capacidade e o à-vontade para fazer certas perguntas e o facto de Juan lhe responder com honestidade, sem esconder a verdade.


Outra coisa que achei interessante foi o facto de estas pessoas fazerem questão de preservarem a sua masculinidade. Tem de mostrar de todas as formas seja pela sexualidade, seja pelas conversas, como é o caso da cena da praia com a conversa sobre o facto de Kevin mencionar que não chora.

Portanto, reparei nisto bastante com a personagem de Kevin que fazia sempre questão de mencionar esses factos, como se estivesse a tentar justificar aquilo que ele quer que as outras pessoas pensem dele, assim como aquilo que ele tem de pensar dele mesmo. Se for capaz de se enganar a ele próprio com certeza que vai conseguir convencer os outros. 


A parte que me deixou mais frustrada foi a maneira como a segunda parte acabou. Não estou a referir-me em termos técnicos mas sim com o que acontece com a personagem. E aqui que observamos as injustiças. 

Como o facto de que um constante bullying pode levar uma pessoa a cometer algumas loucuras. A culpa não foi totalmente da nossa personagem principal. Chegou a uma altura em que teve de escolher como iria enfrentar o problema. Ele tinha duas opções e consigo perfeitamente perceber a sua escolha. Deveria era ter sido mais esperto na escolha do lugar, deveria ser um sítio mais privado como tinha acontecido com ele, pois esta pessoa acabou por se visto como coitadinha quando a culpa tinha sido dela.


Não posso deixar de falar sobre a linguagem do filme que é bastante característica. Mas também não poderia ser de outra maneira. Ainda bem que não tentaram mudar isso, pois usaram algo bastante característico destas pessoas. Sem isso, a história nem faria sentido.



Categoria nos oscars:

- Actor in a Supporting Role (Mahersala Ali)
- Actress in a Supporting Role (Naomie Harris)
- Cinematography
- Directing
- Film Editing
- Music (Original Score)
- Writing (Adapted Screenplay)


Trailer legendado: